Em um domingo desses, minha
esposa e eu levamos nosso filho à sua primeira visita ao zoológico. Ao pararmos
em um posto de gasolina para abastecermos o carro, fomos muitíssimo bem
atendidos por um frentista simpático e prestativo... Mentira! Fomos atendidos
por um frentista muitíssimo mal encarado. Pensando bem, nem sei se era mal
encarado, pois ele mal olhou para nós. Pensando bem, nem sei se podemos chamar
aquilo de atendimento. Após ficarmos uns dois minutos parados ao lado do
frentista, perguntamos se havia algum problema, e ele, com o olhar fixo na
telinha do computador, respondeu “não”. Usando nosso poder de observação,
percebemos que a causa da demora no atendimento se dava por um problema no cartão
de crédito de outro cliente. Como o tempo passava e não éramos atendidos,
resolvemos ir embora. O frentista nem nos olhou. O que mais me indignou foi que
o frentista não nos atendeu e não se preocupou em nos dar uma informação sequer.
Situações como essa, infelizmente,
não são exclusividade dos postos de gasolina: em todos os tipos de
estabelecimentos encontramos esses agentes da má vontade. Tenho visto caixas de
supermercado, de lanchonetes, atendentes de lojas, até os funcionários
responsáveis por dar informações com um desânimo incrível. Entendam que não
estou pedindo festas, rojões, abraços ou aplausos quando for atendido, mas o
mínimo que peço é que o atendente preste atenção em mim ou pelo menos não tenha
uma “morra” estampado na testa. A sensação é de que eles estão nos prestando um
favor e devemos estar agradecidos por eles já estarem ali. Em alguns lugares, nos
sentimos como o personagem de Patrick Swayze em “Ghost – Do outro lado da vida”:
falamos, chamamos e os atendentes não nos enxergam. Não quero ser injusto, é
claro que há atendentes muito bem educados, com boa vontade, com um sorriso e
um “bom dia” preparado para quem chegar. Inclusive, eles motivam o título deste
post: quando sou bem atendido, fico
assustado, até procuro na nota fiscal se tem algum acréscimo por bom
atendimento. É verdade, chego a me perguntar se esses funcionários têm bom
salário, boas condições de trabalho... pois quem atua de má vontade costuma
alegar problemas relacionados a esses itens como desculpas (?) para o desânimo. É triste quando o que era para ser regra se torna
exceção. Porém, reconheço a existência de clientes mal educados, que não são
simpáticos. No entanto, em muitas situações, a gentileza vinda da parte do
cliente também pode fazer a diferença: já até ganhei pão de queijo a mais pondo
isso em prática.
Fora do âmbito “cliente vs.
atendente” também se podem observar exemplos de falta de educação. A falta de um sorriso, um “com licença”, um “muito
obrigado” pode dar um desfecho ruim à determinada interação social. Entretanto, temos que concordar que, se a
pessoa for muito gentil ou nos tratar com educação quando esperarmos o
contrário, ficamos estupefatos. Cheguei à conclusão de que a gentileza, quando
não esperada, nos constrange.
Enfim, acredito que uma boa educação seja essencial para um
bom relacionamento e, para seguir as regras da boa etiqueta, deixo a vocês o
meu “boa noite”.