quarta-feira, 27 de junho de 2012

Gentileza gera estranheza


Em um domingo desses, minha esposa e eu levamos nosso filho à sua primeira visita ao zoológico. Ao pararmos em um posto de gasolina para abastecermos o carro, fomos muitíssimo bem atendidos por um frentista simpático e prestativo... Mentira! Fomos atendidos por um frentista muitíssimo mal encarado. Pensando bem, nem sei se era mal encarado, pois ele mal olhou para nós. Pensando bem, nem sei se podemos chamar aquilo de atendimento. Após ficarmos uns dois minutos parados ao lado do frentista, perguntamos se havia algum problema, e ele, com o olhar fixo na telinha do computador, respondeu “não”. Usando nosso poder de observação, percebemos que a causa da demora no atendimento se dava por um problema no cartão de crédito de outro cliente. Como o tempo passava e não éramos atendidos, resolvemos ir embora. O frentista nem nos olhou. O que mais me indignou foi que o frentista não nos atendeu e não se preocupou em nos dar uma informação sequer.
Situações como essa, infelizmente, não são exclusividade dos postos de gasolina: em todos os tipos de estabelecimentos encontramos esses agentes da má vontade. Tenho visto caixas de supermercado, de lanchonetes, atendentes de lojas, até os funcionários responsáveis por dar informações com um desânimo incrível. Entendam que não estou pedindo festas, rojões, abraços ou aplausos quando for atendido, mas o mínimo que peço é que o atendente preste atenção em mim ou pelo menos não tenha uma “morra” estampado na testa. A sensação é de que eles estão nos prestando um favor e devemos estar agradecidos por eles já estarem ali. Em alguns lugares, nos sentimos como o personagem de Patrick Swayze em “Ghost – Do outro lado da vida”: falamos, chamamos e os atendentes não nos enxergam. Não quero ser injusto, é claro que há atendentes muito bem educados, com boa vontade, com um sorriso e um “bom dia” preparado para quem chegar. Inclusive, eles motivam o título deste post: quando sou bem atendido, fico assustado, até procuro na nota fiscal se tem algum acréscimo por bom atendimento. É verdade, chego a me perguntar se esses funcionários têm bom salário, boas condições de trabalho... pois quem atua de má vontade costuma alegar problemas relacionados a esses itens como desculpas (?) para o desânimo. É triste quando o que era para ser regra se torna exceção. Porém, reconheço a existência de clientes mal educados, que não são simpáticos. No entanto, em muitas situações, a gentileza vinda da parte do cliente também pode fazer a diferença: já até ganhei pão de queijo a mais pondo isso em prática.

Fora do âmbito “cliente vs. atendente” também se podem observar exemplos de falta de educação.  A falta de um sorriso, um “com licença”, um “muito obrigado” pode dar um desfecho ruim à determinada interação social.  Entretanto, temos que concordar que, se a pessoa for muito gentil ou nos tratar com educação quando esperarmos o contrário, ficamos estupefatos. Cheguei à conclusão de que a gentileza, quando não esperada, nos constrange.

Enfim, acredito que uma boa educação seja essencial para um bom relacionamento e, para seguir as regras da boa etiqueta, deixo a vocês o meu “boa noite”.

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